quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Daqui a pouco será Deus!




“Daqui a pouco será Deus!” é um artigo de um pastor, pai, marido e ser humano marcado por um Estado que quer ser deus. Além desse sentido, gostaria de acrescentar mais um sentido ao título de nosso artigo dessa semana. Deus será, também, banido dos lares, já que se a palmada para corrigir uma criança é proibida, logo, logo seremos proibidos de educarmos os nossos filhos segundo uma determinada religião, já que seria um constrangimento ensinar para uma criança ou adolescente, por exemplo, que mentir é pecado ou que somente Jesus é o Caminho que conduz a Deus, pois existe a possibilidade de eles quererem crer da forma como os umbandistas creem, ou acharem que mentir ou praticar incesto com a mãe ou pai, irmã ou irmão é válido. Sem falar na pedofilia, que já é defendida pelos defensores da causa “gaysista”, como o pseudo sociólogo Luiz Mott, em artigos facilmente encontrados na internet.

Há alguns anos ninguém sonharia que o Estado pudesse interferir de forma tão profunda na vida das pessoas. O Estado quer tirar Deus das vidas humanas e se colocar como deus nos lares, determinado o que deve ser feito nos mínimos detalhes. É interessante o quanto a fala dos filósofos, psicólogos, sociólogos ou ideólogos em geral tem guiado as decisões dos políticos, sendo algum deles até posicionados entre esses “pensadores” (Marta Suplicy é um exemplo). Eles defendem o ateísmo ou agnosticismo prático porque na verdade querem se colocar no lugar do verdadeiro e único Deus. A visão religiosa sempre está impregnada em tudo o que esses cidadãos fazem.
Vivemos, igualmente, numa verdadeira ditadura esquerdista, voltamos a época das imposições sociais, regredimos aos dias de Stálin e Lênin na Rússia, MaoTeo-tung na China, Hitler na Alemanha, Fidel Castro na Ilha de Cuba e temos caminhado com ditadores modernos como Hugo Chavés na Venezuela e Mahmoud Ahmadinejad no Irã. Esse governo tem caminhado de mãos dadas com esse tipo de governante. E hoje, MahmoudAhmadinejad, tem sido um grande professor quanto ao quesito interferência arbitrária e absurda na vida das pessoas.
Ao que, dentre tantos absurdos, me refiro? Ultimamente tenho pensado que Deus, como um terceiro sentido ao título do nosso artigo, pode ser multado pelo Estado. Inclusive os pregadores que disserem em seus sermões que Deus disciplina os seus filhos, a quem ama. Sim, a nova lei aprovada pelos senhores parlamentares diz que qualquer tipo de palmada numa criança ou adolescente é errado e serão punidos todos os que corrigirem seus filhos por meio de uma conversa acompanhada de algumas palmadas. Será que os senhores parlamentares não têm coisas importantes para decidir? Coisas tais como a reforma política, punição de corruptos em sua classe, reformas nas áreas previdenciária e tributária. Tantos projetos importantes para as nossas vidas e eles aparecem, votam e divulgam com tanta rapidez um projeto mundano, secularista, anticristão como este. Seria mais importante cuidar da qualidade das escolas e universidades do país. A USP, por exemplo, sendo a melhor universidade do país ficou em 232º no mundo. Ficar atrás no ranking de universidades como Havard, Yale, Oxford, Princeton, Stanford, Cambridge, Columbia se explica, ainda que não justifique, mas de universidades como as de Cingapura, da Coreia do Sul, da China ou da Arábia Saudita nos envergonha e nos retarda em muitos sentidos.
O que nos leva a entender que essa lei é anticristã, ditatorial, secularista, mundana? 1. Anticristão, secularista e mundana porque Deus ensina a fazer o contrário do que a lei anti palmada proíbe. 2. Somente em ditaduras nós encontramos o Estado sendo deus, ou melhor, tentando assimilar a figura de Deus (o materialismo é deus nessa visão de mundo); interferindo tão gravemente na família. As implicações são nefastas, são horrendas, pois qual seria o limite dessa escalada de interferência pública sobre a vida privada? Essa é uma condição que não tem fim; esse é um sinal claro daquilo que o Anticristo será para o mundo, um dominador aparentemente democrático, na minha modesta opinião.
Será que a Bíblia ensina algo sobre esse assunto? Deus ensina mesmo que devemos corrigir os nossos filhos com a “vara”? Em hipótese alguma defendemos ou defenderemos como cristãos o espancamento de crianças. É essencial deixar isso bem claro de início! Todavia, isso não quer dizer que a Bíblia, Palavra de Deus, não ensine que devemos aplicar a vara, a disciplina com amor aos nossos filhos.
O princípio básico é o próprio amor e a justiça de Deus. A Palavra de Deus nos diz que, Deus disciplina os filhos que ama, veja: “porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe.” (Hb 12: 6).Pv 3: 12 ensina: “Porque o SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai, ao filho a quem quer bem.” Moisés também comunica essa verdade: “Sabe, pois, no teu coração, que, como um homem disciplina a seu filho, assim te disciplina o Senhor, teu Deus.” (Dt 8: 5). Como Jó sabia que bom é ser disciplinado, ele disse: “Bem-aventurado é o homem a quem Deus disciplina; não desprezes, pois, a disciplina do Todo-Poderoso.” (Jó 5: 17). O protótipo da disciplina dos pais sobre os filhos é o próprio Deus quando disciplina os seus filhos. Se não fosse assim, seríamos considerados bastardos: “Mas, se estais sem correção, de que todos se têm tornado participantes, logo, sois bastardos e não filhos.” (Hb 12: 8). João diz que não somos bastardos, temos um Pai (Jo 8: 41).
Dentro deste princípio fundamental, devemos explicar duas coisas: primeiro, nós devemos seguir o exemplo de Deus quando nos disciplina; segundo, devemos conhecer bem a vontade de Deus para que possamos disciplinar, repreender e corrigir os nossos filhos.
Deus sempre dá um perfeito exemplo. Ele exige dos seus filhos aquilo que de fato Ele é e faz. Por isso, ele começa sua correção, ou disciplina, por meio da instrução. Há uma prévia disposição, e Deus sabe, pela desobediência. Essa desobediência se dá por ignorância ou por rebeldia, pois sabe a vontade de Deus e não a pratica. Deus, portanto, quer formar, ou seja, primeiro quer produzir em nós uma disciplina a partir da formação. Da mesma forma, os crentes devem saber bem sobre a vontade de Deus, conhecer e praticar a Palavra de Deus diante dos seus filhos para formá-los. Isso criará neles o saber formativo (entendimento quanto ao conhecimento de Deus), crítico (sabedoria para discernir a vontade de Deus de forma prática) e técnico (excelência para executar a vontade de Deus). Observe as Escrituras: “Dá instrução ao sábio, e ele se fará mais sábio ainda; ensina ao justo, e ele crescerá em prudência.” (Pv 9: 9); “Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” (Pv 22: 6); “Estes, pois, são os mandamentos, os estatutos e os juízos que mandou o SENHOR, vosso Deus, se te ensinassem, para que os cumprisses na terra a que passas a possuir; para que temas ao SENHOR, teu Deus, e guardes todos os seus estatutos e mandamentos que eu te ordeno, tu, e teu filho, e o filho de teu filho, todos os dias da tua vida; e que teus dias sejam prolongados.” (Dt 6: 1-2).
Quando nossos filhos desobedecem ao Senhor, ainda que esteja desobedecendo ao Senhor por meio da desobediência aos seus pais, Deus ensina que eles devem ser disciplinados introdutoriamente com a repetição (método de Deus) e a vara como uma extensão dessa repetição dos mandamentos de Deus. Nos momentos de disciplina corretiva ou formação corretiva, a ira deve ser contida, pois visa a repreensão e a correção para uma nova forma de ver e viver a vida. Segundo a Palavra de Deus, os pais que amam os seus filhos usam a vara: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo (mesma palavra para amanhecer), o disciplina.” (Pv 13: 24). “A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a afastará dela.” (Pv 22: 15). “Não retires da criança a disciplina, pois, se a fustigares com a vara, não morrerá.” (Pv 23: 13). Verdade imperativa e superabundante!
Diante de tantos textos sobre a disciplina dos filhos, acredito que este é o mais chocante, observe: “Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno.” (Pv 23: 14). O propósito para o usa da disciplina frente à desobediência, associada a constante formação bíblica, educa nossos filhos como pessoas tementes a Deus. A ausência do método e conteúdo determinados por Deus é o mesmo que os atirar ao inferno! A Bíblia, a Palavra de Deus, diz que a ausência da disciplina faz morrer, produz um estúpido, um louco, tolo e fará com que os seus pais passem vergonha (Pv 15: 10, 32; 5: 23; 6: 23; 12: 1; 13: 24; 29: 15). Os efeitos são benéficos para os que querem ser obedientes, visto que, ainda que a disciplina num primeiro momento seja ruim para quem a recebe, depois ele colherá muitos frutos: “Toda disciplina, com efeito, no momento não parece ser motivo de alegria, mas de tristeza; ao depois, entretanto, produz frutos pacíficos aos que têm sido por ele exortados, fruto de justiça.” (Hb 12: 11). Por isso, o apóstolo Paulo ensina aos que querem ser cheios do Espírito Santo que “pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” (Ef 6: 4).
Como propósito, há ainda uma verdade ainda mais elevada e positiva. Tendo em vista que a disciplina do Senhor nos conduz a uma participação que só pode ser produzida pela disciplina, correção do Senhor: “pois eles nos corrigiam por pouco tempo, segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, nos disciplina para aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade.” (Hb 12: 10). Não prive seu filho desse privilégio!
O pai, segundo a Palavra de Deus, que privar seu filho da disciplina e admoestação do Senhor é na verdade um contraventor e não o contrário! Quebrar os ESTATUTOS DIVINOS nos torna muito mais criminosos do que qualquer Estado pode nos tornar, ou não? Essa lei é anticristã, sim, secularizadora, sim, mundana, sim, ditatorial, sim; pois não respeita ou não se submete àquele que é o verdadeiro Deus da família!

Pr. Renan de Oliveira

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