segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cristo em tudo e todos

Alguns exemplos podem ajudar o leitor a interpretar passagens do Antigo Testamento cristologicamente:

Cristo é o novo homem (prefigurado em Adão), o filho de Abraão (como Isaque), o herdeiro da promessa (à semelhança de Jacó), a bênção de Israel (como José), o grande libertador (tipificado em Moisés), o guerreiro da aliança (prefigurado em Josué e nos juízes), o rei vitorioso (tipificado em Davi), o príncipe da paz (como Salomão), o sacerdote eterno (à semelhança de Arão) e o profeta final (a exemplo dos profetas Isaías, Jeremias, Ezequiel e demais profetas).

Adão, criado a imagem ontológica, moral, funcional de Deus, como representante da raça humana, cuja obediência foi testada no jardim, aponta para Cristo, o verdadeiro Adão, a imagem do Deus invisível, cuja obediência foi testada e aprovada, não apenas no deserto, mas até a morte.

Isaque, o filho da promessa, o unigênito amado de Abraão, através do qual seriam abençoadas as nações da terra, poupado de ser imolado como sacrifício a Deus, aponta para o Filho prometido, a bênção das nações; o unigênito amado do Pai, o qual não foi poupado de ser sacrificado a Deus.

Moisés, o libertador de Israel, o qual escolheu abandonar a corte e se identificar com o povo judeu, sendo usado por Deus como profeta e libertador do seu povo do cativeiro egípcio para que este pudesse adorá-lo e servi-lo, aponta para Cristo, o grande libertador, o qual colocou de lado a glória eterna e assumiu a natureza humana, para redimir a igreja do terrível domínio de Satanás, para que ela adorasse e servisse a Deus na condição de peregrina neste mundo.

Paulo Anglada - Introdução a Hermenêutica Reformada

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