quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dicas do Séc. V para ler melhor as Escrituras (será que ajuda?)

Essas são algumas contribuições hermenêuticas importantes dos pais da igreja ocidental (Agostinho, Jerônimo...) para a hermenêutica reformada:

1. As Escrituras são o registro histórico-profético inspirado a autoritativo da revelação divina.

2. Deve-se abordar o cânon bíblico como uma unidade cristocêntrica. O Antigo e o Novo Testamento se concentram em Cristo.

3. A fé é o pré-requisito fundamental para o intérprete das Escrituras. Máxima da Agostinho: Credo ut intelligam (creio a fim de que possa entender), também atribuída a Anselmo.

4. Deve-se considerar o sentido literal e histórico do texto. Qualquer sentido espiritual deve fundamentar-se no sentido literal e histórico. A exposição, entretanto, deve enfatizar mais o espírito do texto do que a acuracidade verbal.

5. O propósito do expositor com relação ao texto é descobrir o seu sentido e não atribuir-lhe sentido. Com relação aos ouvintes, é promover o amor a Deus e ao próximo, e uma vida ordeira em direção ao céu.

6. O texto não deve ser estudado isoladamente, mas no seu contexto canônico geral.

7. Se o texto for obscuro, não pode se tornar matéria de fé. As passagens obscuras devem dar lugar às passagens claras.

8. O Espírito Santo não dispensa o aprendizado das línguas originais, de geografia, de história, das ciências naturais, de filosofia, etc.

9. As Escrituras não devem ser interpretadas de modo a se contradizerem. Para isso, deve-se considerar a progressividade da revelação.

(Adaptado de Paulo Anglada - Introdução a Hermenêutica Reformada)

Se os pastores de hoje utilizassem ao menos essas técnicas do início da igreja, talvez a igreja voltasse ao início da fé.

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