domingo, 24 de julho de 2011

Declarações sobre santidade

Como não há pecado tão pequeno que não mereça a condenação, assim também não há pecado tão grande que possa trazer a condenação sobre os que se arrependem verdadeiramente.

Os homens não devem se contentar com um arrependimento geral; é dever de todos procurar arrepender-se particularmente de cada um de seus pecados.

Ainda que não devamos confiar no arrependimento como sendo, de algum modo, uma satisfação pelo pecado, ou em qualquer sentido a causa do perdão dele, o que é ato da livre graça de Deus em Cristo, contudo ele é de tal modo necessário aos pecadores, que sem ele ninguém poderá esperar o perdão.

Movido pelo reconhecimento e pelo sentimento, não só do perigo, mas também da impureza e odiosidade do pecado, como contrário à santa natureza e justa Lei de Deus, e ao apreender a misericórdia divina manifestada em Cristo aos penitentes, o pecador, pelo arrependimento, de tal maneira sente e abomina os seus pecados que, deixando-os, se volta para Deus, com a intenção da andar com ele em todos os caminhos de seus mandamentos e esforçando-se para isso.

Como todo homem é obrigado a fazer a Deus confissão particular de seus pecado, pedindo-lhe o perdão deles e abandonando-os, achará misericórdia, assim também aquele que escandaliza a seu irmão ou a igreja de Cristo deve estar pronto, por uma confissão particular ou pública do seu pecado e do pesar que por ele sente, a declarar o seu arrependimento aos que estão ofendidos; isso feito, estes devem reconciliar-se com o penitente e recebê-lo em amor.

Retirado do Capítulo XV da Confissão de Fé de Wesminster

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